Planejar a saúde das crianças é um compromisso de longo prazo e cheio de dúvidas, especialmente quando o assunto é o reajuste dos planos. Eu já vi muitas famílias preocupadas quando recebem o aviso de aumento da mensalidade, tentando entender o que ocorre por trás dos números. Vou explicar, com detalhes e exemplos práticos, como funcionam esses reajustes e o que pode ser feito para não transformar o cuidado infantil em uma dor de cabeça financeira.
O que é reajuste em planos de saúde infantis?
Em minhas conversas com pais e mães, noto que muitos acreditam que o plano para crianças é imune a reajustes. Não é verdade. O reajuste nada mais é que o aumento periódicos do valor pago à operadora, visando equilibrar as contas de acordo com:
- Custos dos procedimentos médicos e hospitalares
- Aumento da frequência de uso dos serviços
- Inflação médica, normalmente superior à inflação geral do país
- Faixa etária do beneficiário, conforme diretrizes da ANS
Tudo isso serve para manter a sustentabilidade do sistema privado e garantir que o serviço continue disponível com qualidade para todas as idades, inclusive as crianças.
Como a Agência Nacional de Saúde Suplementar regula os reajustes?
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) exerce um papel essencial na regulação desses reajustes. Ela define regras e limites para garantir equilíbrio e transparência. Para os contratos individuais e familiares, incluindo aqueles para crianças, existe um teto autorizado pela ANS. No ciclo mais recente, o teto do reajuste anual foi de 6,06%.
Se o plano contratado para a criança for coletivo (empresa ou associação), o reajuste segue regras diferentes. Nos coletivos com até 29 vidas, o percentual é único para todos, conforme as normas da ANS para diluir o risco. Em contratos maiores, o cálculo é individualizado e segue a avaliação de custos e uso.
Quais tipos de reajuste existem para crianças?
Em minha pesquisa, percebi que há uma certa confusão entre os tipos de reajuste aplicados nos planos de saúde infantis. Existem dois principais:
- Reajuste anual: Ocorre uma vez por ano e serve para atualizar o valor do plano com base nos fatores já citados, respeitando os limites da ANS.
- Reajuste por faixa etária: Relacionado à mudança de idade do beneficiário. A ANS determina faixas de idade para reajuste. Para crianças, o ajuste mais comum acontece ao completar 2, 7, 12 e 18 anos. Mas o percentual só pode ser aplicado nas faixas permitidas, conforme a legislação vigente.
O que mais ouço é a dúvida se, ao crescer, haverá aumento significativo. Sempre oriento que, para as crianças, os reajustes por faixa tendem a ser mais suaves que os de adultos, principalmente nos primeiros anos de vida, como esclarece a própria ANS em suas orientações oficiais.
Como funciona o cálculo do reajuste?
Eu já acompanhei famílias recebendo boletos com diferentes aumentos e procurando entender o cálculo. Na prática, o reajuste só pode ser feito na data de aniversário do contrato, ou após mudança de faixa etária, aplicada conforme regras contratuais.
Em planos individuais e familiares, o percentual máximo do reajuste anual é definido pela ANS. Já nos coletivos com até 29 vidas, todos os contratos são agrupados pela operadora e recebem o mesmo índice anual, estratégia criada pela ANS para diluir riscos e oferecer maior equilíbrio (veja mais detalhes).
Transparência é direito do consumidor
Sempre reforço para os pais que as operadoras são obrigadas a explicar o motivo e o percentual aplicado no reajuste, seja anual ou por faixa etária. Se faltar clareza, é possível exigir detalhamento ou acionar a ANS.
Quais fatores influenciam o reajuste dos planos infantis?
Quando brinco dizendo que “criança quase não vai ao médico”, logo ouço risadas, mas a verdade é que o uso do plano infantil costuma ser bem menor que nos adultos ou idosos. Mesmo assim, existem fatores que pesam na hora do reajuste:
- Crescente uso de pediatria, vacinas e exames laboratoriais
- Oscilação dos custos hospitalares, até mesmo para tratamentos mais complexos
- Posição da criança na família: em planos familiares, quanto maior a quantidade de vidas na mesma faixa, menor tende a ser o impacto de um caso isolado
- Inflação médica do setor, que foi superior à do ano passado segundo dados recentes da ANS
O índice de reajuste não reflete um aumento personalizado para a criança, mas o resultado de uma média de todo o grupo, seja familiar, coletivo ou individual.
Quando acontece o reajuste do plano da criança?
Outra dúvida recorrente é o momento em que o reajuste aparece no boleto. Eu explico que, normalmente, ele segue um dos caminhos abaixo:
- No aniversário do contrato: independente do mês de adesão
- No mês em que a criança muda de faixa etária, caso esteja prevista essa regra
- Após aprovação anual do reajuste pela ANS, conforme calendário oficial
Vale lembrar que, em contratos familiares ou empresariais, todos os beneficiários seguem o mesmo ciclo, o que facilita o controle dos pais.

Existe diferença entre o reajuste do plano para criança e adulto?
Pelo que já acompanhei, os valores pagos por crianças costumam ser mais baixos, mas o método de reajuste segue os mesmos critérios dos adultos. O que muda, principalmente, são as faixas etárias. Por exemplo, crianças pequenas atingem menos vezes as faixas de reajuste até a adolescência, já o adulto tem mudanças mais frequentes após os 18 anos.
É importante destacar: o reajuste para crianças não é maior nem menor por ser infantil, mas acompanha o perfil de utilização e riscos inerentes à idade.
Cada faixa etária tem seu próprio comportamento de consumo na saúde.
Eu costumo sugerir que, em contratação familiar, fiquem atentos para não “fugir” do reajuste por faixa ao incluir a criança já com mais de sete anos, por exemplo. A escolha do momento pode influenciar no valor inicial da mensalidade.
Como se planejar para lidar com os reajustes?
No meu ponto de vista, o segredo é antecipação. Um planejamento bem feito permite que os reajustes não sejam surpresa e que a família busque o melhor custo-benefício possível. Seguem algumas dicas pessoais:
- Reveja o contrato e as regras aplicáveis para faixa etária e reajuste anual
- Compare opções por meio de plataformas como a I LOVE SAÚDE, que permite visualizar tabelas, mudanças por idade e benefícios por perfil
- Solicite sempre a simulação considerando a idade que a criança terá no contrato
- Se necessário, converse com um especialista em planos de saúde para esgotar dúvidas
Ter conhecimento sobre os critérios de reajuste e o comportamento dos custos ajuda a família a tomar decisões mais seguras.

Conclusão
Ao longo dos anos, percebi que entender como funciona o reajuste dos planos de saúde para crianças evita sustos e fortalece o planejamento financeiro familiar. O reajuste é resultado de regras claras definidas pela ANS, observando a faixa etária, uso dos serviços e custos gerais do sistema. Ao aproveitar recursos como os oferecidos pela I LOVE SAÚDE, famílias podem comparar planos, simular aumentos e garantir a proteção que as crianças merecem. Se você também busca entender e se planejar melhor, recomendo solicitar um orçamento e conversar com nossos especialistas para encontrar a opção ideal, alinhada às necessidades da sua família.
Perguntas frequentes
Como funciona o reajuste para crianças?
O reajuste do plano para crianças pode ocorrer anualmente, conforme índice autorizado pela ANS, e também quando há mudança de faixa etária, sempre seguindo regras específicas do contrato. No plano individual ou familiar, o percentual é controlado pela ANS; já nos coletivos, segue negociação entre operadora e contratante, mas sempre dentro das normas vigentes.
Quais são os critérios de reajuste infantil?
Os principais critérios são: reajuste anual pelo índice aprovado pela ANS, reajuste por mudança de faixa etária (segundo faixas previstas em lei) e ajustes relacionados à utilização média dos serviços por todos do grupo, não apenas pela criança isolada.
Com que frequência ocorre o reajuste?
O reajuste costuma acontecer uma vez ao ano (reajuste anual), sempre na data de aniversário do contrato ou após a publicação dos índices oficiais. Pode haver reajuste extra caso a criança mude de faixa etária, conforme regras da ANS, mas é algo mais raro na infância.
Reajuste para criança é igual ao de adulto?
Sim, em relação à metodologia e critérios gerais, o reajuste infantil segue as mesmas regras dos adultos, mas as faixas etárias e valores iniciais variam. O percentual aplicado depende do grupo, faixa e negociação contratual.
Como calcular o valor do reajuste infantil?
Para calcular, multiplique o valor da mensalidade pelo índice oficial divulgado (por exemplo, 6,06%). Se houver mudança de faixa etária, aplique o percentual previsto no contrato para a nova faixa. Em dúvidas, consulte a operadora ou o suporte especializado da I LOVE SAÚDE, que pode simular o valor atualizado para cada perfil infantil.