Ouço todos os dias histórias de pessoas que precisam de acompanhamento constante para controlar diabetes, hipertensão ou até mesmo depressão. Falo de doenças crônicas não transmissíveis, aquelas que marcam presença por longos anos e, muitas vezes, exigem adaptações profundas na rotina e nos cuidados com a saúde. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, quase 60 milhões de brasileiros convivem com pelo menos uma dessas condições. E a pergunta que surge quase sempre é: “Como os planos de saúde lidam com doenças crônicas?”.
A realidade das doenças crônicas no Brasil
Quando pesquiso sobre o tema, os números assustam, mas também ajudam a entender o porquê dessa preocupação. Em 2021, conforme um relatório da OPAS de julho de 2025, as doenças crônicas não transmissíveis causaram cerca de 6 milhões de mortes nas Américas. O Brasil ocupa lugar de destaque nesse cenário. Por aqui, elas são responsáveis por aproximadamente 72% dos óbitos, superando outros grupos de doenças.
A principal característica dessas doenças é a necessidade de controle constante. Exames, consultas, terapias e medicamentos se tornam rotina. Os planos de saúde, nesse contexto, não apenas oferecem suporte: tornam-se aliados do paciente e da família, facilitando o acesso a recursos essenciais para preservar qualidade de vida.
Doença crônica exige acompanhamento constante.
Como os planos de saúde atuam no cuidado com doenças crônicas?
Em minha trajetória como escritor e pesquisador de saúde suplementar, percebo que há um padrão nos cuidados ofertados. Conforme dados da ANS, só em 2019 os beneficiários de planos de saúde no Brasil realizaram 1,62 bilhão de procedimentos, com destaque para exames ligados ao controle de doenças crônicas: o exame de hemoglobina glicada, por exemplo, cresceu 16,4% naquele ano.
Eu costumo explicar para meus leitores que o suporte recebido varia conforme o tipo do plano e as coberturas contratadas. Mas, de forma geral, os principais pontos de atenção dos planos são:
- Consultas regulares com especialistas;
- Exames laboratoriais e de imagem para acompanhamento;
- Cobertura de internações e pronto-atendimento;
- Programas de acompanhamento e prevenção;
- Atendimento multidisciplinar (nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos etc.);
- Rede de farmácias parceiras para desconto em medicamentos (dependendo da operadora).
O acompanhamento do paciente é contínuo. Os bons planos incentivam o monitoramento, seja para evitar complicações, seja para detectar alterações precocemente. Vejo que, nos últimos anos, tem crescido também a oferta de programas de prevenção e controle, onde nutricionistas, psicólogos e médicos trabalham juntos em prol do bem-estar do beneficiário.

Opções de planos para quem convive com doença crônica
Uma dúvida que recebo com frequência é sobre o tipo de plano de saúde mais indicado para quem tem diagnóstico de doença crônica. No site da I LOVE SAÚDE, vejo que o perfil do usuário é variado, mas algumas orientações são universais, baseadas naquilo que vivi trabalhando com o tema.
Hoje, os planos se dividem basicamente em três categorias:
- Individuais ou familiares: Voltados para pessoas físicas. Aqui, é possível contratar coberturas compatíveis com as necessidades do paciente e da família. O diferencial está na personalização: dá para escolher opções com redes mais amplas e especialidades diversas.
- Coletivos empresariais: Empresas de todos os portes oferecem planos para seus colaboradores, e, a depender da negociação, é possível conseguir uma rede mais completa.
- Coletivos por adesão: Voltados para associados de sindicatos, conselhos ou categorias profissionais, esses planos podem oferecer uma boa relação custo-benefício, mas é fundamental analisar a rede e os serviços extras para pacientes crônicos.
Independentemente do tipo, sempre recomendo prestar atenção a três detalhes:
- Rede de atendimento na cidade e estado de residência;
- Disponibilidade de exames e especialistas em doenças crônicas;
- Inclusão de programas de monitoramento e suporte multidisciplinar.
Direitos de quem possui doença crônica ao contratar planos de saúde
Algo que eu faço questão de explicar é que, conforme as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), doenças crônicas não são motivo para recusa de contratação. O que pode ocorrer é a aplicação de carência e/ou cobertura parcial temporária para procedimentos relacionados exclusivamente à doença declarada no momento da adesão. O paciente não pode ser impedido de aderir ao plano por conta do diagnóstico. A diferença está no período de carência, que pode variar em função da gravidade da condição e do regime contratado.
Plano não pode recusar quem tem doença crônica.
Outra dúvida comum: “O plano cobre tudo desde o momento da assinatura?”. Em geral, há prazos para início efetivo de alguns procedimentos, como internações e cirurgias, e prazos diferentes para pacientes com doenças preexistentes. Por isso, um aconselhamento profissional faz total diferença no processo de escolha.
A relação dos planos de saúde com prevenção e qualidade de vida
Admiro quando organizações de saúde se posicionam de forma clara em relação à prevenção. Em outubro de 2025, autoridades das Américas aprovaram o Plano de Ação 2025–2030 para Prevenção e Controle das Doenças Crônicas. Entre as medidas, estão o fortalecimento da atenção primária e o estímulo a práticas saudáveis de vida.
Vejo que, quando relacionamos isso à atuação dos planos de saúde, programas de prevenção ganharam força. Muitas operadoras oferecem:
- Atendimentos periódicos (check-ups);
- Vacinas inclusas na rede credenciada;
- Programas especiais para emagrecimento, reabilitação, manejo da dor e educação em saúde;
- Aplicativos de monitoramento de doenças crônicas com integração à equipe médica do plano.

Na minha experiência, contar com esse suporte pode fazer diferença real no controle das doenças crônicas e até evitar hospitalizações desnecessárias.
Como a escolha do plano impacta no tratamento?
Escolher um bom plano é muito mais do que comparar tabelas de preço. É, acima de tudo, entender as necessidades do paciente crônico e buscar uma rede que ofereça suporte completo, de exames de rotina a programas de educação em saúde. O acompanhamento próximo feito pelo plano pode evitar agravamentos e reduzir custos, tanto para o paciente quanto para o sistema como um todo.
No I LOVE SAÚDE, percebo diariamente o quanto um atendimento personalizado ajuda clientes a fazerem escolhas inteligentes. A orientação de um especialista pode esclarecer dúvidas sobre carências, coberturas, redes de atendimento e suportes diferenciados para quem tem condição crônica.
Conclusão
Se você vive com uma doença crônica, entenda: não está só. O número de pessoas na mesma situação é grande, mas as opções de acompanhamento aumentaram, assim como a exigência por mais transparência e qualidade por parte dos planos de saúde. O cuidado com doenças crônicas precisa ser contínuo, e ter acesso facilitado a exames, especialistas e programas de prevenção faz toda a diferença. Se ficou com dúvidas ou quer conhecer as opções ideais para o seu perfil, te convido a fazer uma cotação no site da I LOVE SAÚDE e conversar com nossos especialistas. Assim, você garante mais tranquilidade para cuidar do seu presente e do seu futuro.
Perguntas frequentes sobre doenças crônicas e planos de saúde
O que é uma doença crônica?
Doença crônica é aquela de longa duração, com evolução lenta e que geralmente exige acompanhamento contínuo por parte do paciente e da equipe de saúde. Elas incluem condições como diabetes, hipertensão, asma, doenças cardíacas, entre outras. O tratamento é focado na manutenção do quadro e prevenção de complicações, e não na cura imediata.
Como planos de saúde cobrem doenças crônicas?
Os planos de saúde cobrem os procedimentos previstos no rol da ANS, incluindo consultas, exames, internações e terapias relacionadas ao controle das doenças crônicas. Na contratação, pode haver cobertura parcial temporária para as condições já existentes, mas, passada a carência, o beneficiário tem direito ao acompanhamento e aos tratamentos necessários. Além disso, muitos planos oferecem programas especiais de prevenção e suporte multidisciplinar.
Quais planos oferecem melhor suporte?
Na prática, planos que apresentam rede médica ampla, fácil acesso a especialidades e exames frequentes, além de programas de prevenção, costumam oferecer melhor suporte. É fundamental analisar a qualidade da rede credenciada e a oferta de programas de monitoramento. O atendimento personalizado ao perfil do paciente crônico faz toda diferença, como vejo diariamente orientando clientes no I LOVE SAÚDE.
Vale a pena ter plano para crônicos?
Sim, pois o plano garante acesso mais rápido a médicos, exames de rotina e tratamentos de emergência, possibilitando acompanhamento contínuo. Ter um plano reduz riscos, previne complicações e, em muitos casos, diminui custos e desgastes da busca por atendimento público.
Quanto custa o plano para doenças crônicas?
O custo depende do tipo do plano, idade, região, tipo de acomodação e cobertura escolhida. Em geral, para pessoas com doenças crônicas, o valor pode ser o mesmo do que para outros clientes, mas carências específicas podem ser aplicadas. O melhor caminho é simular diferentes opções, analisando com atenção o que cada plano oferece, algo que sempre facilitamos no I LOVE SAÚDE para quem busca segurança e praticidade.