Quando escolho ou ajudo alguém a contratar um plano de saúde, percebo que poucas pessoas realmente sabem como funciona a coparticipação em exames de imagem. Já vi muitas dúvidas surgirem na hora de realizar um exame importante e de entender o impacto no bolso. Pensando nisso, resolvi compartilhar de forma simples e direta as principais informações sobre o tema. Vamos lá?
O que é e como funciona a coparticipação?
Já ouvi muitas pessoas dizendo que coparticipação é uma “taxa extra” cobrada pelos planos de saúde. Mas, na prática, é diferente. Coparticipação é um modelo em que eu, ao utilizar determinado serviço, pago uma fração do valor diretamente à operadora. Essa fração pode ser um valor fixo ou um percentual sobre o preço do exame ou procedimento.
O modelo de coparticipação é comum em consultas, exames laboratoriais, exames de imagem (como raio-X, tomografia, ressonância magnética, entre outros) e também em alguns procedimentos ambulatoriais. O objetivo é permitir mensalidades mais acessíveis, já que o usuário arca com parte do custo apenas quando usa o serviço.
Coparticipação ajuda a equilibrar o custo do plano com o uso do serviço.
Ao contratar um plano de saúde na I LOVE SAÚDE, por exemplo, costumo orientar sobre como analisar com calma a tabela de coparticipação, pois ela varia entre operadoras e perfis de plano (individual, familiar ou empresarial).
Exames de imagem: o que está incluído?
Na minha experiência, percebo que muitas pessoas não sabem quais exames entram na regra de coparticipação. De modo geral, entre os principais exames de imagem com coparticipação estão:
- Raio-X simples e contrastado
- Ultrassonografia
- Tomografia computadorizada
- Ressonância magnética
- Mamografia
- Densitometria óssea
- Cintilografia
Alguns planos incluem ainda procedimentos de medicina nuclear e outros exames sofisticados. Mas o que vale mesmo é o que consta em contrato. Por isso, sempre recomendo conferir a lista oferecida pela operadora ou conversar diretamente com um especialista da I LOVE SAÚDE antes de tomar qualquer decisão.
Como a cobrança é feita?
Essa é uma das dúvidas mais comuns. Já vi muitos casos de surpresas na fatura. O percentual ou valor fixo da coparticipação é descontado direto do salário (para planos empresariais) ou cobrado na fatura do titular (para planos individuais e familiares).
Por exemplo, em determinados planos, a coparticipação pode ser de 20% sobre o valor do exame, limitada a um teto por evento ou por mês. Esse modelo protege o usuário de valores altos em uso intenso. Conforme o regulamento do PF Saúde, a coparticipação para exames é de 20%, limitada a R$ 150,00 por evento, com limite mensal de R$ 330,00 por grupo familiar. Caso o total mensal ultrapasse o limite, o valor que exceder será cobrado nos meses seguintes até a quitação.
Entender o limite de coparticipação evita sustos na hora de pagar.
Eu sempre sugiro analisar o contrato do plano e guardar todos os recibos dos pagamentos feitos por coparticipação, principalmente para evitar cobranças em duplicidade ou desconhecidas.
Coparticipação x uso do SUS: o cenário no Brasil
Muito se fala sobre o acesso à saúde no Brasil, e parte relevante diz respeito aos exames de imagem. Segundo dados publicados pela Agência Brasil, em 2023, o SUS foi responsável por 60% dos exames de imagem realizados no país, num total superior a 101 milhões de procedimentos. Trazendo para um cenário comparativo, a densidade de exames por mil usuários é bem maior entre quem possui plano de saúde (1.323/1.000) do que entre usuários do sistema público (634,41/1.000).
Isso mostra que quem faz parte de um plano de saúde, especialmente com coparticipação, tende a buscar serviços em maior volume, já que existe a possibilidade de agendar rapidamente exames sem depender das filas do SUS. Só que, mesmo assim, a coparticipação traz controle financeiro sobre o uso, o que é visto como ponto positivo para a maioria das operadoras e beneficiários que buscam equilíbrio.

Quais as vantagens e desvantagens?
Ao longo dos anos, ajudei muitos clientes a compararem modelos de planos. Com base nesses atendimentos e na minha vivência no setor de saúde, percebo que a coparticipação em exames de imagem tem pontos positivos e outros a avaliar com atenção:
- Custo mensal menor: O valor da mensalidade costuma ser reduzido em relação aos planos sem coparticipação.
- Controle de uso: O beneficiário pensa mais antes de realizar exames desnecessários.
- Mais previsibilidade para quem usa pouco: Se você raramente faz exames, paga menos ao longo do ano.
- Por outro lado, quem precisa de muitos exames no mesmo mês pode acabar atingindo rapidamente o teto da coparticipação, tendo surpresas com cobranças acumuladas.
- Alguns exames de alta complexidade, mesmo com limite, ainda podem gerar gastos relevantes dependendo da política da operadora.
Escolher coparticipação é uma decisão que deve considerar seu histórico e necessidades de saúde.
Na I LOVE SAÚDE, costumo recomendar que o perfil do usuário seja avaliado junto a um especialista antes de definir o modelo mais indicado.
Dicas para não ser pego de surpresa
Se pudesse resumir tudo o que aprendi nesses anos ajudando pessoas a contratarem planos de saúde, eu diria:
- Leia com atenção a tabela de coparticipação do plano.
- Confirme quais exames de imagem estão sujeitos à cobrança.
- Verifique se há limite máximo por evento, mês ou grupo familiar.
- Converse com um especialista sempre que não entender um item da fatura.
- Guarde todos os comprovantes.
Seguindo esses passos, acredito que as chances de dor de cabeça são muito menores.

Conclusão
Em resumo, a coparticipação em exames de imagem é um recurso interessante para quem busca pagar menos na mensalidade dos planos de saúde e controla seu próprio uso dos serviços. Existem vantagens claras, principalmente para quem faz poucos exames ao longo do ano, mas exige atenção aos limites e valores cobrados.
Se ficou com dúvidas ou quer entender qual plano de saúde faz mais sentido para o seu momento, convido você a solicitar um orçamento na I LOVE SAÚDE. Assim, um especialista poderá mostrar as opções mais vantajosas levando em conta seu perfil e necessidades.
Perguntas frequentes sobre coparticipação em exames de imagem
O que é coparticipação em exames de imagem?
Coparticipação em exames de imagem é o valor que o beneficiário de um plano de saúde paga, além da mensalidade, cada vez que realiza um exame de imagem, como raio-X ou ressonância magnética. Geralmente o valor é um percentual do custo do exame ou um valor fixo, definido em contrato.
Como funciona a cobrança da coparticipação?
A cobrança pode ser feita diretamente na fatura do titular do plano ou descontada em folha de pagamento, no caso de planos empresariais. O valor pode ser limitado por evento, por mês ou por família, de acordo com o regulamento do plano. Consulte sempre seu contrato e, em caso de dúvida, fale com o serviço de atendimento do seu plano.
Vale a pena optar pela coparticipação?
Para quem usa pouco o plano de saúde, a coparticipação pode ser uma escolha interessante, pois reduz o valor mensal a pagar. Porém, se você tem histórico de realizar muitos exames, talvez a economia não se confirme na prática. O ideal é conversar com um especialista, como ofereço na I LOVE SAÚDE.
Qual o valor médio da coparticipação?
O valor varia entre operadoras e planos. Há exemplos no mercado de coparticipação de 20% limitada a R$ 150,00 por exame, com teto mensal de R$ 330,00 por grupo familiar, segundo regulamento do PF Saúde. Outros planos podem ter valores diferentes, por isso a análise contratual é sempre necessária.
Quais exames de imagem têm coparticipação?
Entre os exames mais comuns que envolvem coparticipação estão raio-X, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, mamografia, densitometria óssea e cintilografia. Alguns contratos podem incluir outros exames de alta complexidade, por isso sempre consulte a lista fornecida pela operadora ou peça auxílio a um especialista.